Jardim da Amazônia Lodge - Mato Grosso
Nature Lodge / 1997 - presente
Contexto
Localizado a 300 km ao norte de Cuiabá, ao sul da Amazônia, em um importante corredor ecológico: um grande fragmento de floresta na área de transição ambiental entre o Cerrado e a Amazônia. Por isso as árvores são significativamente mais baixas, o que facilita a observação de espécies do dossel, assim como de uma grande variedade de especialidades amazônicas.
Papel
Concepção e implantação do lodge, desde 1997.
Trabalho
A observação de fauna é o produto central, e depende diretamente da floresta em pé. Várias das aves registradas na área são emblemáticas, como a harpia, considerada a águia mais forte do planeta. O tiê-bicudo, classificado como criticamente ameaçado de extinção pela IUCN, foi encontrado na região da bacia do Alto Juruena em 2006, e esta parece ser a população mais numerosa da espécie.
Resultado
Em operação desde 1997, com hotspot próprio registrado no eBird. Em 2022, o lodge passou a apoiar a Estação de Pesquisa Jardim da Amazônia.
Desenvolvimento: Field Station Jardim da Amazônia / 2022
Raquel Zanchet está envolvida na criação da Estação de Pesquisa Jardim da Amazônia, uma iniciativa liderada pelo Instituto Ecótono em parceria com instituições brasileiras e internacionais, como o Grupo de Ecologia Aplicada de Sinop (GECAS - UFMT), UNEMAT, University of Salford, Sociedade Brasileira de Primatologia e ICMBio. Localizada em São José do Rio Claro (MT), com apoio do Jardim da Amazônia Lodge, a estação foi idealizada em 2022 com o objetivo de estudar e preservar a fauna local, especialmente aves e mamíferos de médio e grande porte, incluindo primatas ameaçados.
O projeto iniciou suas atividades em 2023 com esforços dedicados ao monitoramento de espécies como Parauacus (Pithecia mittermeieri), Macacos-Aranha (Ateles Chamek) e aves raras, a fim de entender seu comportamento e habitat. A pesquisa visa também a promover o turismo sustentável, incentivando a observação de fauna. Além de proteger a biodiversidade, manter a floresta em pé é essencial para a preservação de nascentes que alimentam o rio Arinos, representando uma oportunidade econômica para proprietários locais que preservam áreas florestais.